quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Antigua - 30/dez/2008


Após ter dormido cedo e tido uma boa noite de sono, fui tomar o ótimo café da manhã no Black Cat Hostel. O café da manhã deles é realmente muito bom e já está incluído no preço e como não pretendia comer algo muito pesado no almoço porque ia subir ao Vulcão Pacaya, aproveitei para ir à forra no café da manhã.

Dei uma caminhada pela cidade, comprei água, bolachas e dois mistinhos porque desconhecia a subida e algumas pessoas me falaram que era cansativa...resolvi levar bastante comida já que não estava com equipo.

Olhei no relógio e já estava próximo das 14hs, o tempo voara, então fui até o local combinado para me encontrar com a van.

Como muitas vezes já aconteceu comigo, esperei, esperei, esperei e já estava achando que tinha sido enganado quando tive a "brilhante" idéia de verifcar as horas com outras pessoas que estavam pela praça.

Sim, errei. Meu relógio estava errado e acabei chegando 01hs30 antes do combinado! Só então comecei a ver que outras pessoas estavam por perto esperando a agência...enquanto eu tinha esperado por muito tempo em vão.

Comecei a puxar papo com as pessoas por perto. Um casal esloveno, depois chegou um brasileira, depois dois japoneses...pronto, estava formada a Torre de Babel!

A van chegou, entramos. O caminho de Antigua até o PACAYA não é longo, em torno de 01hs30, o caminho não traz graaandes paisagens, mas é bacana ver a van se aproximando do destino.

No caminho comecei a conversar também com uma família de costa-riquenhos muito simpáticos. Aliás, um deles conhecia o Brasil e várias coisas de sua cultura.

Chegamos ao pico do vulcão e lá há aquele informal comércio de serviços. Crianças oferecendo bastões para se apoiar durante a caminhada, cavalos à disposição dos menos preparados, "mini-guias" e havia aqueles que só pediam alguns quetzales...

Pagamos também pelas entradas do parque (40,00 Q$) e partimos.

A caminhada me pareceu bem tranquila, por isso tive a chance de curti-la bem. O guia ia na frente e seguia, seguia...ia deixando os menos preparados para trás.

Como eu sei que esse pessoal acaba ficando desmotivado se o guia se manda, acabei meio que fazendo o papel de apoio. Ajudava o pessoal que estava cansado, esperava para que tirassem fotos, dava água, fazia companhia quando alguém parava e aproveitava para tirar umas fotinhos...

Realmente a caminhada é bem tranquila. Em pouco mais de 01hs30 estávamos bem perto do topo.

O fato desagradável é que houvera um acidente pela manhã e um grupo de turista se feriu porque ficou com medo da lava que saía do vulcão, se precipitou, correu e acabou se machucando.

Por isso, por precaução, não podíamos chegar muito perto porque o vulcão estava bem movimentado.

Mas a paisagem de lá é cênica! Ver a lava alaranjada saindo do vulcão, bem ao cair do Sol era algo inimaginável para mim..algo de cinema mesmo! Pena que as fotos não saíram muito boas porque estava um baaaaaita vento.

Ficamos lá por uns 30min, curtindo o Vulcão Pacaya...fizemos um lanche e pronto, começamos a descer...já no escuro!

Animal o trekking no escuro! Apenas com algumas lanternas e muita gente com receio de cair...hahahahaha

Foi rapidinho, mas a sensação de caminhar no meio da mata no escuro é diferente, diria, sinistro, mas bem legal!

Fiz amizade com o pessoal do tour e como um bom brasileiro, convidei alguns deles a tomar umas brejas à noite, o que foi abraçado por quase todos.

Combinamos de ir no MONOLOCO, bem próximo à praça central, às 21hs!

Cheguei rapidamente ao hostel, tomei uma ducha e segui ao encontro dos demais. Encontrei Gerardo em seu hostel (um mexicano muito gente fina) e de lá fomos até o hostel de Andréia (brasileira) e rumamos para o bar.

Chegando lá estavam Go (um japonês engraçadíssimo), uma coreana que eu não conhecia e não adianta perguntar o nome que até hoje não consegui entender, Jimena (costa-riquenha) com seu irmão Christian.

Bebemos várias lá, comemos um pouco de comida mexicana e rimos um pouco das diferenças culturais.

Aliás, Christian tinha visto TROPA DE ELITE e tinha adorado e a todo momento, quase bêbado, repetia - "VIADO, VIADO, MACONHEIRO VIADO!" - que aprendera no filme...hehehe

Tivemos que ir embora por causa da lei do país de que os estabalecimentos não devem ficar abertos após à meia-noite.

Já passara 30 minutos da meia-noite e já estávamos sendo mandados embora.

Pagamos e saímos. Fomos em busca de algum lugar "ilegal" para beber.

Christian e Jimena foram embora, assim como a coreana SEMNOME.

Sobramos eu, Go, Gerardo e Andréia.

Já viu, nos metemos numa barca mais que furada!!!

Uma balada trash num tipo de casa antiga, meio que caindo aos pedaços com tequila free...

É, minha mãe já me falou que esse lance de bebida free é sujeira (mãe, faz de conta que eu n~em bebi!)...mas pior que sujeira é a enganação...tocava a porra do sininho para ir buscar a tequila, a garçonete subia no balcão tosco com uma garrafa de tequila na mão e todos viravam a cabeça pra cima com a boca aberta enquanto ela despejava a bebida...

A roubada é que parecíamos um monte de mortos-vivos à procura de sangue...e pior, parecia que o "sangue" era de urubu...sério, puta tequila horrível, parecia álcool zulu!

Meu brother mexicano até falou para nem tomar mais que ia me dar dor de cabeça porque aquilo nem era tequila autêntica...por precaução, aceitei seu conselho (só faltava teimar e beber mais, né, otário!).

Ficamos lá então, bebendo umas brejas ouvindo uma techneira meio-mais-ou-menos e algumas músicas latinas.

Daí, quando foi umas 03hs da manhã resolvemos ir embora, enquanto a baladinha ainda rolava...aliás, para os guatemaltecos aquilo aí era o máximo porque após às 24hs não pode ter nada, então era misto de balada com contravenção, sabe, aquela coisa de estar fazendo algo contra a lei...e ainda bebendo pacas...hahahaha...nessas horas sintia uma saudade do meu país...

Bom, fui dormir e quase bêbado, né, meu, não quer que eu continue...me deixa, velho!


domingo, 30 de agosto de 2009

Antigua - 29/dez/2009


Eu queria muito passar o reveillón em ANTIGUA e já tinha reservado um albergue para a data porque dizem que é bem concorrido.

Mas como Chichi não tinha muito mais a oferecer, resolvi partir dois dias antes para lá e me ambientalizar com a cidade. Escolha certa!

Saí cedinho de Chichi para uma nova epopéia! Busão até CHIMALTENANGO e de lá até para Antigua, o que deveria ser uma viagem de umas duas horas se as estradas fossem boas e os ônibus também, se transforma numa jornada de quatro horas.

Uma boa dica pra quem tem receio de jogar a mochila no teto dos busões (um conhecido de viagem perdeu algumas coisas durante um trajeto), se tiver sorte há como colocar a mochila no fundo do busão, mas você tem que ser chato, não desgrudar do cara até ele deixar você por a mochila no fundo do busão, aí ela vai protegida contra chuva e eventuais deslizamentos de mercadorias...

Cheguei em Antigua por volta das 10hs30 no "terminal de buses" de lá, desci e já fui para o albergue. Mermão, estava meio longe do albergue e com uma mochila pesada nas costas, sob um sol intenso, não é confortável caminhar, mas beleza.

Andei umas dez quadras até chegar no BLACK CAT HOSTEL de Antigua. Muito bacana, aconchegante, confortável, limpo, com um pequeno bar, ótimo staff, pena que não é tããão perto da Plaza Central, são umas cinco quadras.

Deixei minhas coisas, tomei uma breja e fui comer algo, pois já se aproximava do meio-dia. Comi uma boa e barata (pelo tamanho) pizza no PICADILLY, e curti um pouco do centro e movimento da cidade.

Talvez por ser próximo ao Reveillón, meu, a cidade estava bombando. Muito movimento, muitos tuk-tuks, as lojas cheias, os cafés lotados, um clima muito legal com uma energia contagiante.

Só estava chateado por estar só. Gostaria muito que a Carol estivesse comigo ou, ao menos, o pessoal que conheci na viagem, mas estava sozinho. Dei um rolê pela cidade, Antigua é linda, muito conservada, com ruínas decorrentes de abalos sísmicos, cafés bem arrumados, bons restaurantes, inúmeras igrejas e museus.

Mas como estava cansado, dei um rolê e fui para o hostel descansar um pouco. Descansar num hostel não é bem descansar, às vezes é se socializar.

Cheguei lá e estava um colombiano gente boa, um chileno simpático pacas, que morara por seis meses em São Paulo e um mexicano que estava fazendo a América Central de bike.

Conversei um pouco com o pessoal, arrumei minhas coisas, tomei um master banho, dei uma lida no meu livro para ver o que faria no dia seguinte em Antigua e coloquei minhas roupas para lavar.

Fiquei interessado em fechar um tour até o VULCÃO PACAYA e saí do albergue para vasculhar preços.

Olhei em várias agências e todas cobravam algo em torno de U$ 10,00...algumas U$ 7,00, mas encontrei uma que me cobrou apenas U$ 4,00, uma pechincha!!! A agência fica bem na Plaza Central, é só procurar que encontrará...aliás, por ali há várias outras agências, é só pesquisar os preços.

Fechado o negócio, resolvi dar uma volta para comer lá perto do centro mesmo, rodei por uns lugares que me parecessem interessantes, vi alguns bares, alguns restaurantes, mas o que me interessou foi um bar/cinema, o CAFÉ 2000. Irado!

Há uma tela enorme e uma pequena TV de LCD em que ficam passando filmes. A programação inicia às 14hs e vai até às 22h/23hs, dependendo do filme.

Fiquei lá, comi um lanche, tomei um café e umas duas brejas, sentando num confortável sofá ao lado de outros viajantes. O filme é, claro, em inglês ou na língua do país, com legendas em espanhol.

Curti a noite, foi tranquila e deu para curtir bem a cidade, depois do filme fui até o hostel pelas escuras e vazias ruas de Antigua, pois depois das 22hs as ruas ficam realmente sem quase ninguém, até porque há uma lei na Guatemala que os bares e quaisquer outros estabelecimentos não podem ficar abertos após à 01hs da manhã.

Bom, chega por hoje, né?!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Chichicastenango - 28/dez/2008

A viagem desde Xela até Chichi é longa e perigosa. Não, não se trata de violência na estrada ou algo parecido, mas com as estradas guatemaltecas dessa região estão mal conservadas e os buses voam!

Aliás, o "terminal de bus" de onde saem os bueses para Chichi em Xela na verdade parece um encontro folclórico de domingo, algo como uma "convenção dos motoristas de ônibus coloridos da Guatemala". É uma bagunça e para descobrir qual é o bus que deve tomar, é uma epopéia!

Bom, após umas 03hs30 de viagem, talvez um pouco mais, cheguei à Chichi e fui procurar um albergue. Já tina em mente um que vi no Lonely Planet e fui direito para ele, o nome é EL TELÉFONO (8.ª Calle, 1-64) e fica perto do cemitério e possui uma bela vista deste.

Foram só Q$ 35,00, mas tá certo, o albergue era meio tosquinho...mas para dormir estava valendo.

Saí em direção ao Mercado da cidade, afinal, eu teria mais umas 04horas para aproveitar. Levei minha câmera, dinheiro e pronto.

Bom, o mercado é realmente muito bom. Alguns ótimos preços e outros nem tanto...precisa prechinchar muito e neste quesito a Carol fez muita falta porque não tenho taaaaanta paciência para isso.

O legal é que o mercado é um festival de cores e sons, e isso me diverte muito e me rendeu ótimas fotos!

Comprei uns regalos, umas coisas para mim e cedo voltei para o albergue para descansar, até porque a cidade não oferecia nada de muito proveitoso à noite e também porque eu estava cansado, no dia seguinte pretendia ir cedo à Antigua.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Quetzaltenango - 27/dez/2008

Antes de iniciar o post, já adianto, diminuirei o tamanho das postagens e tentarei ser o mais sucinto possível, tanto para se tornar interessante para quem lê, como mais possível para atualizar o blog, bom, vamos lá:

Após um dia cheio e cansativo, com a subida do Mirador Santiaguito, dormi um pouco mais antes de iniciar a jornada para o CHICABAL com Amelie.

Realmente foi uma jornada, pois, como não pagamos um tour, pegamos duas vans até o início da trilha. A rota foi uma van do albergue até o Terminal Democracia, e daqui outra van para SAN MARTIN SACATEPEQUEZ. Detelhe, diga que vai parar no começo da trilha para o motorista, senão, tu vai para tal cidadezinha e depois é mó chão pra voltar...

A trilha é fácil demais, muito tranquila, apesar de ser subida, toda sinalizada e após uma horinha e meia já está na entrada do PARQUE CHICABAL, onde pagamos Q$ 15,00 para entrar. Continuamos subindo mais uma horinha, mais ou menos e chegamos à cratera do vulcão onde se formou uma cristalina lagoa verde, linda!

O tempo estava traiçoeiro. Rapidamente alguma neblina se formou e por pouco não pegamos a lagoa sem visibilidade. Descemos até sua margem - DETALHE, NÃO ENTRE NA LAGOA PORQUE É CONSIDERADA SAGRADA PARA OS MORADORES DA REGIÃO - e havia algumas pessoas em várias partes da cratera realizando rituais maias. Uns pareciam rituais fúnebres, outros mais de festa...cada um tinha um significado.

Amelie e eu ficamos por lá um tempinho, demos a volta toda na lagoa, paramos para comer, tirar algumas fotos e depois voltamos pelos degraus, sim, aproximadamente 500 degraus!!!

Subimos arduamente e voltamos ao mirante da lagoa para então descer.

Na descida vimos algumas crianças carregando lenha para seus lares, mas amigo, não era pouca coisa e pior, amarravam várias juntas e estas a uma corda e a passavam pela testa colocando a lenha nas suas costas, um castigo!

Fiquei morrendo de dó e imaginando nas crianças de nosso sertão que também trabalham arduamente nas lavouras e fazendas. Triste.

A descida foi tranquilíssima. Foi uma tarde divertida pacas, num visual legal pra caramba. O cansativo foi esperar uma van para nos levar à cidade e ficar mais uma horinha dentro da van.

Paramos num outro terminal, próximo a uma feirinha, tipo um camelódromo enorme, onde comprei umas camisas de times locais para meus amigos...hahahaha...nunca ouvira falar dos times!!!

Eram umas 17hs, tomei um banho, descansei um pouco e depois fomos jantar...o demoramos para achar um lugar que Amelie quisesse ir...isso até me estressou um pouco porque eu estava morrendo de fome...

Após a janta eu queria companhia para tomar cerveja, mas Amelie queria dormir...voltei com ela até perto do albergue, aí, enquanto ela continuou caminho, parei no ótimo SALÓN TECÚN, um bar bem animado, com gente jovem e bonita na medida do possível (negão, não estava no Brasil, né?!), tomei duas brejas apenas para curtir o movimento e minha última noite em Xela, cidade que adorei na Guate...

Aí, já sabe, barriga cheia e duas brejas de "nana nenê", capotei porque no dia seguinte iria à CHICHICASTENANGO para o maior mercado artesanal da América Central, competindo, inclusive, com o de Otavalo no Equador como o maior das América Latina.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Quetzaltenango - 26/dez/2008

Acordei às 04hs30 da manhã ao som do meu despertador. O quarto parecia frio, mas como eu estava bem coberto, não senti tanto. Dormi com quase toda a roupa com que iria fazer o trek, então, foi só lavar o rosto, escovar os dentes e terminar de preparar a mochila.

Monica e Marissa estavam no mesmo quarto que eu e logo as vi despertando. Voltei do banheiro, peguei minhas coisas e saí do quarto para não fazer barulho às demais pessoas que lá estavam. Percebi como estava frio, muito frio.

Fiquei uns dez minutos esperando elas descerem e nosso transporte chegar e esses 10 minutos fora do quarto me mostraram o quanto estaria frio lá na montanha.

Elas chegaram e logo nosso transporte também, passamos na casa do guia e rumamos até a base da montanha para iniciar a trilha. São uns 30 minutos e dentro do carro eu morria de frio. Creio que foi o dia que mais senti frio na minha vida porque mesmo de luvas, gorro e agasalhos eu senti muuuito frio.

Chegamos na base e imaginei que o guia falaria alguma coisa ou teria um ponto de apoio, mas não, nada. Chegamos e já começamos a subir às 05hs30 da manhã perante frio e escuridão.

No começo da trilha o guia e as duas seguiram rápido na frente e eu fui ficando para trás. Andamos bastante, cerca de 20 minutos direto, sempre em aclive e eu quase não enxergava nada em razão da escuridão.

Estava difícil para mim acompanhar o ritmo deles porque realmente seguiam rápido e eu tropeçava porque ainda não havia luz suficiente.

Na primeira parada eu estava exausto. Monica até me perguntou se eu estava bem, o guia também. Eu estava muito bem, porém, cansado. Eu precisava descansar uns minutos e recuperar a energia porque o frio estava acabando comigo. Começara a sair o sol e eu estava ficando feliz com isso.

Além disso, eu não acreditava que os três seguiriam na velocidade que estavam, talvez o guia porque estava totalmente acostumado e aclimatado com a altitude e à subida, mas não as duas. Achei que estavam demasiadamente empolgadas e utilizaram suas energias logo de começo e que logo se cansariam.

Continuamos. Eles ainda na frente e eu subindo a passos constantes, mas não tão rápidos. Comecei a sentir menos frio e passei a vê-los mais de perto e a cada passo meu, parece que eles diminuíam o ritmo.

Em pouco mais de quinze minutos eu já os alcaçara e os passara. Sabia que o guia iria ficar perto da meninas para não desampará-las. Comecei a me sentir bem melhor e não alternava meus passos.

Depois de andarmos 01hs30 no total, paramos novamente. O guia vendo que eu estava bem disse que precisava fazer uma pergunta importante a todos. Estávamos próximos a uma bifurcação, de um lado subiríamos o Vulcão Santa María e de outro ao Mirador Santiaguito.

Ele disse que não acreditava que subiríamos muito rápido ao cume do Santa María e isso poderia atrapalhar a visibilidade em razão das nuves e que acreditava ser melhor que rumássemos ao MIRADOR SANTIAGUITO, porque dali veríamos a erupção do vulcão, era uma rota mais fácil e mais curta.

Eu estava bem e queria chgar ao cume do Santa María e as duas também, porém, o guia e eu víamos que elas não estavam cem por cento. Monica, aliás, já estava meio pálida porque lhe faltava ar quando respirava e estava com dores de cabeça.

Mas elas decidiram seguir também para o Santa María.

Pegamos a rota para lá e rumamos. Parti na frente porque a trilha era bem sinalizada. Andei, andei, andei, olhei para trás e nada dos demais. Parei para esperá-los. Cinco minutos e nada. Dez minutos e nada. Quinze minutos e pensei, putz, aconteceu algo. Nisso, um senhor passou por mim e perguntei se eles estavam bem, a resposta foi positiva, fiquei mais calmo, porém, fui ao encontro deles para ver o porquê da demora.

O guia estava vindo ao meu encontro para voltarmos e seguirmos para o Mirador Santiaguito porque ele achava que elas não conseguiriam chegar ao cume do vulcão e que seria uma perda de tempo subir e só mais tarde descobrir isso. Aliás, as duas já estava com enjôo e muitas dores de cabeça e estava ficando arriscado para a saúde delas.

Aceitei numa boa, não ia ficar bravo porque sabia que aquilo era um tour e não um grupo de montanhismo, voltamos esses 15min e tomamos a rota para o Mirador. Em pouco mais de meia hora já estávamos lá. Estava frio, porém, o sol amenizava nosso sofrimento.

O Vulcão Santiaguito ainda está em atividade e todos os dias ele entre em erupção e entre às 09hs e às 12hs, geralmente de hora em hora ele demonstra sua força e beleza.

Teríamos que aguardar um pouco para o início de sua atividade. Comemos alguma coisa para repormos a energia, tiramos algumas fotos e ficamos conversando.

Aos poucos começamos a ver a magia que tanto aguardávamos, a ira do vulcão começara a se apresentar, de pouco em pouco a fumaça se expandia e em alguns minutos a beleza do vulcão se mostrou para a gente.

Uma fumaça em forma de cônica começava a sair e a formar uma imagem amendrontadora e linda ao mesmo tempo, bati várias, várias fotos e fiquei lá, surpreso, admirando a força da natureza e mais uma vez me rendia aos seus encantos.

Depois dos minutos de beleza, começamos a descer a bela trilha e agora não tão difícil. Reparamos que havia muito lixo na montanha, o que nos desagradou. Pegamos alguns pelo caminho a fim de ajudar um pouco na limpeza, para recompensar o que a natureza nos proporcionara.

Chegamos à base e lá estava a lotação nos esperando. Eu estava cansado, porém, não me sentia exausto, só precisava de um banho para relaxar e tirar o suor.

Voltamos e fui direto para o banho. Demorei um pouco e ao sair fiquei deitado descansando. Monica e Marissa estavam se aprontando porque iriam embora naquele dia mesmo.

Enquanto eu descansava no quarto, comecei a trocar idéia com uma francesa que chegara naquele dia ao albergue. Amelie, seu nome, estava há três meses na Guatemala e reservara uns dias para Xela. Como eu, queria escalar o Vulcão Chicabal e ia dar um pulo nas agências para ver os preços. Combinamos de nos encontrar para ver como ficaria o dia seguinte e se íamos mesmo escalar o vulcão.

Fui almoçar no bom CASA ANTIGUA (Avenida 12a, 3-26) e dei um rolê pela praça para ver como é o dia-a-dia de Xela.

Xela não é propriamente turística e por isso mesmo é bem bacana. Não chega a ser uma linda cidade, ams tem boas praças, razoável comércio, alguns bons restaurantes e não é difícil caminhar por lá, muito menos é perigosa.

Voltei para o albergue e Amelie me propôs a fazermos a subida do Chicabal sem guia porque pelo Lonely Planet parecia muito fácil. Concordei, até porque não queria gastar muito dinheiro e estavam nos cobrando uns U$ 20,00, enquanto, independente gastaríamos algo como U$ 2,00!!!

Com isso, resolvi comprar umas coisas para a trilha, tomei um busão até o shopping local e vi outra parte da cidade. Comprei créditos para o celular, água, bolachas, essas coisas e voltei.

Dei outra descansada arrumei minhas coisas para o dia seguinte e combinei de jantar com Amelie. Saímos e comemos uma ótima comida (e barata) no BLUE ANGEL VIDEO CAFÉ (Calle 7a, zona 1). Comi realmente muito bem e conversamos bastante sobre as diferenças culturais e o porquê dela querer passar 03 meses na Guatemala.

Na volta do albergue paramos ainda numa casa de salsa. Pensei - "putz, a gringa deve ser durona e não vai saber dançar". Ainda estava parar começar a noite, então, só havia ela e dois instrutores.

Ela começou a dançar com um deles e não é que a francesa sabia dançar salsa??? Fiquei bobo!Eu, brasileiro, que em tese teria ginga, nem me atrevi a dançar, enquanto ela dançava bem mesmo! Depois ela me confessou que tomara aulas na França.

Voltamos para o albergue e ainda tomei uma breja lá com o pessoal que estava no bar só para dar o sono antes de dormir. Rimos um pouco, descontraímos e fui dormir para um novo desafio no dia seguinte, VULCÃO CHICABAL!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Quetzaltenango - 25/dez/2008

O dia prometia. Fui avisado por várias pessoas que eu não conseguiria chegar a Xela...mas algumas me disseram que eu conseguiria...demoraria, mas conseguiria.

Levantei, lavei o rosto, despedi-me do dono do hotel e fui em direção aos barcos...teria que voltar até Pana e de lá ir tomando Chicken Buses até Xela.

Caso não fosse feriado, haveria bus normal para Xela (porém, mais caros) e Chicken Buses direto dali até Xela, o caminho seria mais curto e menos cansativo.

Fui em direção ao deck para voltar até Pana e quanto mais próximo do deck, eu começava a ouvir uma música, uma batida forte...era a festa que eu estava na noite anterior.

Eram umas 08h30min da manhã e ainda estava rolando, imagine o consumo de entorpe que não rolou...

Segui meu caminho, fui até o deck porque o barco partiria às 08hs30 e lá fiquei pensando no meu roteiro: San Pedro - Panajachel - Sololá - Los Encuentros - Cuatro Caminos - Xela! Tudo num mesmo dia!

O barco saiu com 05 minutos de atraso e pronto, iniciaria minha jornada.

A viagem até Pana durou uns 30min sob um sol de rachar. Cheguei e lá me ofereceram um transfer até Xela sob algumas condições: U$ 20,00 (até aí eu até pagaria), mas só sairia às 17hs, eram pouco mais de 09hs da manhã. Refutei.

E o malcriado do cara ainda ficou bravo comigo e me afirmou que eu não conseguiria chegar a Xela porque não haveria outro meio de transporte para lá naquele dia.

Duvidei.

Caminhei desde o deck de Pana até a Calle Santander e de lá fui até a avenida principal (e única) de Pana, dali partiriam Chickens até Sololá. Cheguei e havia um bus que logo partiria para Sololá. Comprei uma coca-cola e um pãozinho e aguardei a saída do bus.

Tal qual alguns buses da Bolívia e do Peru, nos Chicken Buses as bagagens vão em cima do busão e isso causa um certo receio de que se perca tudo ou que molhe...mas beleza, era o jeito.

A viagem até Sololá não causou maiores transtornos, no bus ainda estavam outros viajantes, mas não tive oportunidade de trocar idéia. Desci em Sololá e já havia um bus esperando para irmos até LOS ENCUENTROS.

Como o nome já diz, Los Encuentros é um pico onde várias rotas de buses se encontram e de lá seguem para vários lados do país, imaginei que haveria muitos ônibus e que seria rapidinho, mas ao chegar lá, o lugar estava quase vazio.

Uma portinha que se disfarçava de bar com dois banheiros imundos, algumas crianças jogando bola e algumas pessoas da região esperando ônibus.

O destino mais comum era para Guate ou Antigua, enquanto o doido aqui teimava em ir para Xela.

Me juntei a umas 04 pessoas que também iam para Xela e estavam esperando. Um senhor que viu uma bandeirinha do Brasil costurada na minha mochila veio puxar papo comigo. Perguntou algumas coisas, falou de futebol - óbvio -, e mencionou que os brasileiros pouco vinham até a Guatemala, algo que eu já descobrira neste poucos dias de viagem.

Juro, o busão demorou cerca de 40 minutos em virtude do feriado, ficamos lá, torrando no sol. Quando chegou estava abarrotado! E eu fui ser gentil, deixei o pessoal ir na frente, fui eu mesmo por a mochila lá em cima do busão e me dei mal.

Quando tentei entrar o busão estava lotadíssimo e fiquei meio dependurado na porta. O motorista falava - "adentre, adentre" - e eu pensava comigo - " o cara tá me tirando, não é possível!".

Daí ele começou a gritar para o pessoal ir mais para o fundo e eu afinal consegui entrar. O ônibus era minúsculo, aliás, todos são e onde cabiam apenas 02 pessoas sentadas, sentavam três!!!

Fora que no corredor ficavam várias pessoas e não tinha como passar.

Como eu iria descer em Xela, eu não podia ficar ali pendurado na porta - ah, bom!!! -, então o motorista disse para eu ir indo mais para trás...no entanto, para meu azar, minha mochila pequena prendeu no vestido de uma indígena e, meu, foi aquele bafafá!

Eu tentava ir para o fundo e ela gritando que o vestido estava preso, eu tentei tirar o enrosco e ela passou a dizer - "no me toque, no me toque!" - e eu lá queria tocar na mulher???!!! Claro que não! Nem que fosse a Miss Indígena Guatemala, pois o papelão que estava passando não me deixaria pensar numa coisa dessas.

Aí eu tive a brilhante idéia - "dejame cortar el vestido!" - pronto, a mulher quase teve um xilique! Disse que se eu cortasse ia pagar, etc, etc, etc...e eu olhava para o pessoal do busão e todos estavam rindo da situação ou da minha cara...ou, pior, das duas coisas!

No fim das contas outra indígena ajudou-nos a desenroscar minha mochila do vestido e consegui ficar "preso" no corredor do busão. Não há outra palavra para descrever a situação.

De um lado tinha um homem sentado e encostado em mim (eu estava de pé no corredor, lembre-se!), de outro uma mulher com criança de colo sentada e dormindo encostada em mim também e de vez em quando o pessoal do fundão queria descer e tinha que passar por mim.

Como???

Eu literalmente me pendurava naqueles ferros que são usados para nos segurarmos, levantava as pernas, tentava dobrar os joelhos de lado para o pessoal passar e após sentir-me quase que violado, conseguia fazer com que o povo passasse.

Beleza se a viagem durasse 15 minutos...beleza se fosse 30 minutos, beleza se fosse 01 hora, mas durou mais de 02 horas nessa brincadeira, foi embassado.

Foi minha primeira grande experiência num Chicken Bus, quando realmente aprendi o porque se chama Chicken Bus!

Bom, após duas horas de martírio, cheguei...a CUATRO CAMINOS. Sim, outro pico onde deveria descer e tomar outro Chicken Bus. Esperei pouco, cerca de 05 minutos e logo apareceu um bus para Xela, GRAÇAS A DEUS!

Desta vez o bus estava tranquilo e chegamos a Xela após 30min, no entanto, tive que descer num lugar lá e tomar um táxi para o centro da cidade, onde eu ficaria, meu, nunca peguei tanto transporte coletivo em tão pouco tempo.

Cheguei master cansado e sentindo um pouco dos efeitos da altitude, afinal, Quetzaltenango está a 2335 metros acima do nível do mar, não é muito, mas fiquei um pouco ofegante.

Fiz meu check in no BLACK CAT HOSTEL (blackcatxela@gmail.com; Av. 13a, 3-33) e logo de cara me pareceu muito legal. Almocei um burrito lá mesmo e fui dar uma descansada, afinal, não sou de ferro.

Minha idéia era fazer a subida ao vulcão Santa María no dia seguinte, então, teria que estar beeem descansado.

Enquanto eu descansava, chegaram uma mãe e filha tipicamente americanas (mãe mexicana e filha americana)! Elas tinham pouco tempo em Xela e queriam fazer algo com adrenalina. Eu lhes disse que ia fazer o Santa María no dia seguinte e elas toparam fazer junto, mesmo eu tendo falado que talvez fosse demasiadamente cansativo para as duas.

Mas beleza. Fizemos a reserva lá do albergue mesmo para garantir o tour. Fiquei animado, mas preocupado porque não fizera a adaptação à altitude, mas beleza.

Fui dar um rolê pela praça da cidade, comprei algumas coisas para levar, água, pão, bolachas, comi alguma coisa no albergue novamente e às 20hs fui deitar para dormir porque queria estar muito descansado no dia seguinte, até porque partiríamos às 05hs30 da manhã!!!

Dei boa noite para minhas companheiras de trekking e de quarto e capotei!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

San Pedro la Laguna - 24/dez/2008


Despertei umas 06hs da manhã, não ia ficar enrolando na cama...como o hotel não possuía café da manhã, saí com minha garrafa de água e fui tirar umas fotos.

Tirei boas fotos de San Marcos, fui até o topo onde há uma pequena vila com escolas, bares, igrejas e ótimas vistas para o Atitlán.

Após me satisfazer com as fotos lá pelas 11hs da manhã segui para SAN PEDRO LA LAGUNA, de barco, por Q$ 10,00, numa viagem que demora uns 15 minutos.

Me hospedei no HOTEL GRAN SUEÑO, que é bonzinho, confortável, seguro, com ótimo atendimento do staff e ótima localização. Para quem chega pelos barcos logo na primeira subida pegue a esquerda que logo verá o hotel. Paguei Q$ 75,00, ou seja, uns U$ 10,00, realmente não foi muito barato, mas eu não queria dividir quarto com ninguém porque diziam que em San Pedro rolava muita droga.

Dei um master rolê por á, mas não quis escalar o Vulcão San Pedro porque pretendia seguir viagem no dia seguinte para Quetzaltenango. Fui até a feira, comprei camisetas da seleção, usei a internet, tomei café, subi e desci várias vezes para o centro de San Pedro, peguei infos sobre como seguir para Quetzaltenango e enfim, almocei no VISIÓN AZUL, apenas um sanduba com fritas e coca-cola ao preço de Q$ 25,00.

Bom, a única coisa que me preocupou foi o fato de que eu teria problemas no dia seguinte para rumar até Quetzaltenango (também conhecida como Xela). Como no dia seguinte seria Natal, não haveria ônibus regulares e apenas alguns Chicken Buses trabalhariam. A maioria me recomendava a ficar em San Pedro mesmo.

Teimoso, eu, não desisti de seguir à Xela.

Às 19hs tomei um banho e fui comer alguma coisa...aliás, já tinha namorada um pico que vendia pizzas, o FATA MORGANA, um misto de pizzaria, cafeteria e rotisseria de uma italiana. Comi 03 pedaços, a dona não acreditou, mas estava uma delícia e eu não vinha comendo muito bem na Guatemala, pois tudo tinha aguacate ou outros temperos que não me seduziam.

Paguei Q$ 37,00 por 03 pedaçoes e um café expresso, mas não me arrependi!

Bom, fui para o hotel descansar um pouco e imaginei que a noite começaria bombando lá pelas 21hs, com pessoas pelas ruas, movimento, etc.

No caminho, algo como 50 metros, fui abordado umas duas a três vezes por locais tentando me vender drogas...não acreditei.

Pelo menos não eram insistentes, apenas um meneio de cabeça bastava para pararem de perguntar.

Fiquei no quarto até umas 21hs, falei com a Carol por telefone, com minha mãe e fui para o movimento das ruas.

No entanto, não era como eu imaginava. Vazio. Quase ninguém. Voltei para o quarto, não antes sem ser abordado novamente para comprar drogas. Esperei, esperei, esperei e quase dormi e às 22hs30min resolvi sair nem que fosse para tomar cerveja sozinho.

Foi o que aconteceu.

Cheguei no THE ALEGRA que fica bem próximo ao deck e vi que havia algum movimento. Entrei. Meio ressabiado, mas entrei.

Eu sabia que no tal de FREEDOM a partir das 00hs iria começar uma baladinha, então, iria me aquecer e depois ver como seria o movimento lá.

Pedi uma long neck e comecei a beber. Sentei estrategicamente próximo das pessoas com quem eu teria chance de puxar algum papo, perto de duas meninas que conversavam em uma língua que não era inglês.

Sentei e fiquei observando. Dado momento, elas estavam tirando foto uma da outra e resolvi ajudá-las. Me ofereci para tirar uma foto delas e elas curtiram a idéia.

Devolvi a câmera e voltei para meu lugar com a minha breja. Em poucos minutos elas me chamaram para sentar ao lado delas e trocar idéias...nice! Deu certo! Não ia ficar de bobeira bebendo sozinho.

Eram duas meninas israelenses, Ifat e Michal, passamos o resto da noite contando um pouco de Israel e Brasil. Eram muito simpáticas mesmo e no momento do Merry Christmass, "comemoramos" o HANUKÁ, que é a celebração judaica para a data.

Ficamos até pouco mais da meia-noite e então elas iriam deitar e eu para o FREEDOM! Despedimo-nos, elas estendendo a mão com o braço esticado em claro sinal de que fizemos amizade, mas não éramos íntimos...engraçado como cada cultura é diferente!

Do bar de onde estava até a FREEDOM não era mais do que 20 metros. Cruzei a rua e logo me deparei com a balada. Eu ainda estava com minha long neck e vi na porta que era proibido entrar com latas, garrafas, drogas, etc.

Vi gente entrando com cerveja e não havia segurança, até porque a balada era free, entrei com a minha.

Foi uma das baladas mais estranhas e sinitras que já fui. Muita gente bonita junto de muita gente feia. As pessoas bonitas eram os estrangeiros e as feias eram os locais. Claramente os locais estavam lá para vender drogas para os gringos.

Aliás, sabe aquela sensação de que tá todo mundo ligadão e só tu que é o careta...então, este era eu. Meu, creio que toda balada estava chapada, noiada e só eu quem não estava entorpecido.

Alguns locais usavam casaco com capuz meio que para esconder o rosto e às vezes um gringo ou outro saía para um canto escuro com um local e voltava uns minutos depois.

Fora a maconha que rolava solta pelo pico...tá certo que sou pela liberdade de expressão, pela liberação da maconha e não tenho preconceitos com quem usa drogas, mas me senti meio sem sintonia com o lugar porque só eu não usava nada.

Aliás, comecei a ficar receoso...eu, sozinho, no meio de tanto noínha, imagine?!

Fiquei só uns 20 minutos e voltei para o hotel. Preservação natural, se desse uma merda lá eu estaria ferrado...cheguei ainda meio mamado da breja e capotei de sono, pensando em como seria minha jornada no dia seguinte até Xela.